{"id":156,"date":"2020-10-19T19:08:10","date_gmt":"2020-10-19T22:08:10","guid":{"rendered":"http:\/\/claudiamoura.pro.br\/rey\/?page_id=156"},"modified":"2021-08-25T20:51:49","modified_gmt":"2021-08-25T23:51:49","slug":"rey","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/claudiamoura.pro.br\/rey\/rey\/","title":{"rendered":"Reynaldo Moura"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;20px&#8221;]<\/p>\n<h1>Acervo Reynaldo Moura<\/h1>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;18px&#8221;]<\/p>\n<p>O escritor e jornalista Reynaldo Moura nasceu em Santa Maria, Rio Grande do Sul, no dia 22 de maio de 1900. Passou os primeiros anos de sua vida na cidade natal. Depois, acompanhou os pais para a terra de seus ancestrais, S\u00e3o Borja. A inf\u00e2ncia pacata terminou quando, aos oito anos, mudou-se para Porto Alegre. Desde ent\u00e3o, a capital dos ga\u00fachos passou a ser resid\u00eancia fixa do escritor. Realizou o curso secund\u00e1rio no Col\u00e9gio J\u00falio de Castilhos. O gosto pelas letras iniciou aos quinze anos, momento em que escreve seus primeiros versos. Estudou, sem completar, v\u00e1rios cursos superiores como Qu\u00edmica, Medicina, Direito e Engenharia Mec\u00e2nica. Em 1926, conheceu Noah Viterbo de Carvalho com quem casou e teve dois filhos: Roberto e Sergio (Fonte: Delfos PUCRS).<\/p>\n<p><span>Confira nos bot\u00f5es abaixo o acervo de Reynaldo Moura:<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;1_3,1_3,1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_button button_text=&#8221;Cartas&#8221; button_alignment=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_button=&#8221;on&#8221; button_text_size=&#8221;25px&#8221; button_text_color=&#8221;#ffffff&#8221; button_bg_color=&#8221;#0a335b&#8221; button_border_width=&#8221;2px&#8221; button_border_radius=&#8221;10px&#8221; button_letter_spacing=&#8221;2px&#8221; button_icon=&#8221;%%109%%&#8221; button_icon_placement=&#8221;left&#8221; button_on_hover=&#8221;off&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_padding=&#8221;|||65px|false|false&#8221;][\/et_pb_button][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_button button_text=&#8221;Documentos&#8221; button_alignment=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_button=&#8221;on&#8221; button_text_size=&#8221;25px&#8221; button_text_color=&#8221;#ffffff&#8221; button_bg_color=&#8221;#0a335b&#8221; button_border_radius=&#8221;10px&#8221; button_letter_spacing=&#8221;2px&#8221; button_icon=&#8221;%%75%%&#8221; button_icon_placement=&#8221;left&#8221; button_on_hover=&#8221;off&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_padding=&#8221;|||65px|false|false&#8221;][\/et_pb_button][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_button button_text=&#8221;Objetos&#8221; button_alignment=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_button=&#8221;on&#8221; button_text_size=&#8221;25px&#8221; button_bg_color=&#8221;#0a335b&#8221; button_border_width=&#8221;2px&#8221; button_border_radius=&#8221;10px&#8221; button_letter_spacing=&#8221;2px&#8221; button_icon=&#8221;%%142%%&#8221; button_icon_placement=&#8221;left&#8221; button_on_hover=&#8221;off&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_margin=&#8221;0px|||0px|false|false&#8221; custom_padding=&#8221;|||65px|false|false&#8221;][\/et_pb_button][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;18px&#8221;]<\/p>\n<p>A partir de 1923, contribuiu intensamente para a imprensa ga\u00facha. Publicou cr\u00f4nicas, poemas e romances em folhetins para relevantes jornais da \u00e9poca. Impressos como Revista do Globo, Di\u00e1rio de Not\u00edcias, Boletim de Ariel, Jornal da Letras, Jornal da Tarde e Gazeta de Not\u00edcias foram povoados pelas palavras de Reynaldo Moura nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Foi jornalista por voca\u00e7\u00e3o, atuando como redator e editor no jornal<span>\u00a0<\/span><i>A Federa\u00e7\u00e3o<\/i>, para o qual entrou atrav\u00e9s de concurso p\u00fablico. Inclusive ajudou na funda\u00e7\u00e3o da ARI, Associa\u00e7\u00e3o Rio-Grandense de Imprensa.<\/p>\n<p>Em 1935, Moura estreou na publica\u00e7\u00e3o de livros com o t\u00edtulo<span>\u00a0<\/span><i>A Ronda dos Anjos Sensuais<\/i>, pela editora Columbia. No ano seguinte publicou a primeira obra de poesia, intitulada<span>\u00a0<\/span><i>Outono<\/i>, sobre a \u00e9gide da Editora do Globo. Em 1939, a mesma editora lan\u00e7ou<span>\u00a0<\/span><i>Noite de Chuva em Setembro<\/i><span>\u00a0<\/span>e, em 1946, foi a vez de<span>\u00a0<\/span><i>Um Rosto Noturno<\/i>, ambos aclamados pela cr\u00edtica. Assumiu o cargo de diretor da Biblioteca P\u00fablica do Estado do Rio Grande do Sul em 1939, onde permaneceu at\u00e9 1956.<\/p>\n<p>A cr\u00f4nica pautada nas tem\u00e1ticas dos acontecimentos di\u00e1rios e nas d\u00favidas filos\u00f3ficas universais foi apresentada no jornal<span>\u00a0<\/span><i>Correio do Povo<\/i>, a partir de 1934. Moura escrevia no peri\u00f3dico de Caldas J\u00fanior semanalmente, em uma coluna chamada<span>\u00a0<\/span><i>Meio de Semana<\/i>, e no espa\u00e7o denominado<span>\u00a0<\/span><i>Editoriais e Colabora\u00e7\u00f5es<\/i><span>\u00a0<\/span>estampava opini\u00f5es e coment\u00e1rios. Foi um jornalista preocupado em acompanhar a realidade vigente. No transcorrer da Segunda Guerra Mundial \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o do Estado Novo, Moura abordava os acontecimentos com sensibilidade liter\u00e1ria, inclusive abordando as agita\u00e7\u00f5es da pol\u00edtica estadual.<\/p>\n<p>Preocupado em absorver conhecimento, passava os dias recolhido em um gabinete na Biblioteca P\u00fablica de Porto Alegre. Atr\u00e1s de sua maquina de escrever, redigia prosa e verso. No sil\u00eancio, lia o quanto podia. Detentor de linguagem rebuscada, po\u00e9tico e intimista, possu\u00eda o dom\u00ednio das l\u00ednguas francesa, inglesa e espanhola, conforme as exposi\u00e7\u00f5es em suas cr\u00f4nicas. Admirava a literatura francesa e era estudante do moderno teatro brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>Apontado como um precursor do romance psicol\u00f3gico no Rio Grande do Sul, Moura constru\u00eda personagens com vida interior complexa. As obras do romancista s\u00e3o caracterizadas pela introspec\u00e7\u00e3o. As inscri\u00e7\u00f5es deixadas por ele revelam parte de sua personalidade, t\u00edmida e retra\u00edda. Na opini\u00e3o de jornalistas e escritores da \u00e9poca, Moura era um intelectual instigante, um literato que n\u00e3o se promovia. Apesar de sua introspec\u00e7\u00e3o, foi um animador do movimento liter\u00e1rio de Porto Alegre, confraternizando-se com os demais intelectuais, al\u00e9m de incentivar novos escritores.<\/p>\n<p>O impresso<span>\u00a0<\/span><i>Clarim em 7 dias<\/i>, em 1957, identificou Reynaldo Moura como um \u201ccronista \u00e1gil, vibrante, de estilo pessoal\u201d, na reda\u00e7\u00e3o e um \u201cestudioso inveterado, met\u00f3dico, acumulando cultura\u201d. Anos ap\u00f3s sua morte, o Segundo Caderno de<span>\u00a0<\/span><i>Zero Hora<\/i><span>\u00a0<\/span>ainda publicava textos sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o do autor. Em 1958, mais uma vez com o apoio da Editora do Globo, publicou o livro<span>\u00a0<\/span><i>Romance no Rio Grand<\/i>e. No per\u00edodo de 22 de julho a seis de novembro de 1963, o jornal<span>\u00a0<\/span><i>A \u00daltima Hora<\/i>, de Porto Alegre, proporcionou aos leitores a novela<span>\u00a0<\/span><i>Major Cantal\u00edcio<\/i><span>\u00a0<\/span>que, posteriormente, foi publicada em livro pela EDIPUCRS, no ano de 1995.<\/p>\n<p>A imprensa brasileira noticiou, no ano de 1964, a pris\u00e3o de Reynaldo Moura pelo Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social, o DOPS, instaurado para reprimir movimentos pol\u00edticos contr\u00e1rios ao governo vigente. Embora n\u00e3o sendo filiado a um partido, Moura compartilhava dos ideais socialistas. Al\u00e9m disso, mantinha correspond\u00eancias com Astrogildo Pereira, fundador do PCB (Partido Comunista Brasileiro). Os dias na pris\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o foram mais longos porque Erico Ver\u00edssimo, Maur\u00edcio Rosemblat e Alberto Andr\u00e9 articularam a sa\u00edda do jornalista.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a pris\u00e3o, Cyro Martins conversou com o escritor. \u201cQuando o encontrei, j\u00e1 fazia um m\u00eas que o poeta estava em liberdade. Indagado um pouco mais a respeito do epis\u00f3dio, Reynaldo rematou a conversa nestes termos: \u2018ficaram com a minha maquina de escrever. O Moys\u00e9s (Velhinho) est\u00e1 tratando de consegui-la de volta, \u00e9 problem\u00e1tico porque, que eu saiba, at\u00e9 hoje n\u00e3o devolveram a de ningu\u00e9m. E quanto ao mais, estou proibido de viajar. Mas como eu nunca viajo\u2019. Essa express\u00e3o me ficou soando no ouvido at\u00e9 hoje. Uma resigna\u00e7\u00e3o sem retorno.\u201d<\/p>\n<p>A humilha\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o o levou a um infarto, do qual jamais se recuperou. Faleceu em Porto Alegre no dia 12 de junho de 1965. \u201cChegou \u00e0 hora incomensur\u00e1vel da morte. (&#8230;) Mergulhar\u00e1s na paz insensivelmente, libertada tua ansiedade\u201d. (Moura, 1944) O autor foi um importante nome para a literatura ga\u00facha, que soube construir uma prosa inspirada no simbolismo em meio ao universo modernista dos escritores que o cercavam (Fonte: Delfos PUCRS).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;20px&#8221;] Acervo Reynaldo Moura [\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.5.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;18px&#8221;] O escritor e jornalista Reynaldo Moura nasceu em Santa Maria, Rio Grande do Sul, no dia 22 de maio de 1900. 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